terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fotos de divulgação de RepoMen

Trago aqui fotos oficiais e não-oficiais de divulção de Repomen - de 2010 - (um dos meus filme preferidos da Alice) que conta também com essa criatura maravilhosa chamada Jude Law







Fonte: Adoro Cinema
Collider

Streamy Awards

Websérie de Neymar concorre a prêmio internacional de vídeos online:
"A vida fora dos campos" disputa categoria internacional do "Streamy Awards", e craque também tem participação em outro vídeo indicado, a melhor coreografia 
Tão badalado fora das quatro linhas quanto laureado no gramado, Neymar ficou mais perto de uma nova conquista pela sua atuação como celebridade. A websérie "A vida fora dos campos", protagonizada pelo craque em seu canal no Youtube, é uma das indicadas na categoria internacional da quarta edição do "Streamy Awards", prêmio dado aos melhores vídeos produzidos para a mídia online. De quebra, o jogador também participou de um outro concorrente, do comercial da Castrol, em que sua habilidade com a bola nos pés diante do carro dirigido pelo piloto Ken Block pode ganhar como melhor coreografia.

Feito pela produtora "Losbragas", da atriz Alice Braga, sobrinha de Sônia Braga, "A vida fora dos campos" é dividida em três temporadas, com quatro a sete episódios cada mostrando a vida de Neymar desde 2012, quando ainda defendia o Santos, até a rotina como jogador do Barcelona. A premiação está marcada para o dia 7 de setembro, em Los Angeles.

- A série cumpriu sua maior meta: aproximar o Neymar Jr, o garoto de 22 anos, de seus fãs. Mostrá-lo, como o pai de Neymar gosta de dizer, um "ídolo possível, de carne e osso – ali, para quem quiser tocá-lo". Como diretores, interessava-nos, sobretudo, entender como um garoto sobre o qual se depositam enormes expectativas e cobranças conseguia respondê-las ao mesmo tempo em que se mantinha fiel a si mesmo, fiel à sua juventude, ao seu direito de cometer acertos e erros - afirmam os produtores em relato reproduzido pelo site oficial do craque.

A websérie de Neymar concorre com o canal "Galo Frito", também do Brasil, AlaaWardi, da Arábia Saudita, EnchufeTV, do Equador, e Noob, da França.

Fonte: Globo Esporte 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Muitos Homens num só


Cine PE 2014: Muitos Homens Num Só é o grande vencedor

Filme estrelado por Vladimir Brichta e Alice Braga levou 10 prêmios em Recife
O longa Muitos Homens Num Só, de estreante Mini Kerti, foi o grande vencedor amealhando 10 Troféus Calungas, entre eles os de Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator (Vladimir Brichta) e Atriz (Alice Braga). O filme é ambientado no Rio de Janeiro do início do século passado e conta a história do romance entre um ladrão refinado (Brichta) e de uma mulher (Braga) presa num casamento infeliz.
Antes do anúncio dos vencedores, o Cine PE rendeu homenagem póstuma ao ator José Wilker e ao jornalista baiano João Sampaio. O crítico de cinema do Jornal A Tarde, de Salvador, cobria o festival e morreu na manhã desta sexta-feira vítima de um infarto.
Vencedores do Cine PE 2014:
Filme: Muitos Homens Num Só, de Mini Kerti
Direção: Mini Kerti (Muitos Homens Num Só)
Ator: Vladimir Brichta (Muitos Homens Num Só)
Atriz: Alice Braga (Muitos Homens Num Só)
Ator Coadjuvante: Alvaro Rudolphy (Romance Policial, de Jorge Durán) e Pedro Brício (Muitos Homens Num Só)
Atriz Coadjuvante: Roxana Campos (Romance Policial) e Pia Engleberth (Anni Felice)
Roteiro: Leandro Assis (Muitos Homens Num Só)
Fotografia: Luis Abramo (Romance Policial)
Direção de Arte: Kiti Duarte (Muitos Homens Num Só)
Trilha Sonora: Dado Villa-Lobos (Muitos Homens Num Só)
Edição de Som: Tomás Alem (Muitos Homens Num Só)
Montagem: Mirco Garrone (Anni Felice, de Daniele Lucheti)
Prêmio do Júri Popular: Muitos Homens Num Só, de Mini Kerti
Prêmio da Crítica (Abraccine): E Agora? Lembra-Me, de Joaquim Pinto (Portugal).

Fonte: Cineclick
Postagem Original (Maio de 2014)

Ficha técnica

Abaixo a lista de filmes/programas e clipes que a Alice participou*:










* Esse post será constantemente atualizado.

FILME/PROGRAMA/CURTA                  PERSONAGEM
2014
2014
A mulher da minha vida
Quadro especial no Fantástico
Vania
2013
Eva
2013
Júlia
2013
Olívia
2013
Frey
2013
Olívia
2012
2012
2012
2012
Pas de Deux (VIDEOCLIPE)
As brasileiras (Episódio de TV)
Uma vida inteira (Curta Metragem)

Mirtes

              -
2012
Terry / Bea Franco
2011
2011
NightWalker (VIDEOCLIPE)

         - 
2011
Angeline
2010
2010
Superbonita
Apresentadora (GNT)
Isabelle
2010
Beth
2009
Elaine
2009
Mireya
2008
Sondra Terry
2008
Garota de Óculos Escuros 
2007
Anna
2007
Segunda Garçonete
2006
Monique
2006
Júlia
2005
Karinna
2005
Dolores
2002
Angélica


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dubladoras da Alice

Achei no fórum 'dublanet' uma postagem interessante: Nomes das dubladoras que dão voz a Alice nas versões brasileiras dos filmes que ela faz. A lista principal é essa:
Dubladoras:
Priscila Amorim - Eu Sou a Lenda, Os Coletores, O Ritual
Alice Braga - Ensaio Sobre a Cegueira, Elysium
Letícia Quinto - Predadores, Cinturão Vermelho (TV)
Cássia Bisceglia - ​Na Estrada
Luciana Baroli - Só Deus Sabe
Raquel Marinho - 12 Horas Até o Amanhecer
Samira Fernandes - Território Restrito
Sylvia Salustti - Cinturão Vermelho

Alguns colaboradores trouxeram outros nomes/trabalhos como:
Cássia Bisceglia - ​Na Estrada
Interessante que segundo essa lista a própria Alice dublou Ensaio sobre a cegueira e Elysium! Não tinha reparado nisso, embora Alice falou sobre isso na divulgação de Elysium. 

Não tenho como confirmar esses nomes, mas parecem conferir com o que eu sei.
As pessoas que estão começando a ler o blog aguardo sugestões!

FONTE: Dublanet

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

As capas

 Trago um link com as capas que Alice fez no decorrer da carreira: Esse link deve ser atualizado sempre
TPM Fevereiro 2004
Fevereiro de 2004
Março de 2007 USA 
Setembro de 2007
Vanity Fair - Fevereiro de 2008
Junho de 2008
Agosto de 2008 EUA
Marie Claire Brasil Setembro de 2008
Vanity Fair Espanha - Novembro de 2008
DESCONHECIDO 2008
TPM Dezembro de 2008
Março de 2010
Abril de 2011
GQ Brasil - Agosto de 2013
 Novembro de 2012
Agosto de 2013

Fevereiro de 2014

Entrevistas antigas: Revista Veja 2008


Edição 2049
27 de fevereiro de 2008
"Tudo é novidade"
Por Isabela Boscov

Jeff Vespa/Wireimage/Getty Images
Com um papel em Eu Sou a Lenda e outras quatro produções
estrangeiras por estrear, Alice Braga, de 24 anos, já construiu
a mais sólida carreira internacional de um intérprete brasileiro


Há um ano, Alice Braga não para em casa: revelada por Fernando Meirelles em Cidade de Deus, no papel de uma garota da Zona Sul que é objeto de desejo de um rapaz da favela, essa paulistana "da gema", como se descreve, engatou uma carreira internacional que já é mais prolífica que a de qualquer outro ator brasileiro até aqui. Além de Eu Sou a Lenda, a superprodução em que interage com Will Smith, Alice rodou recentemente quatro outras produções estrangeiras, nas quais divide a cena com Harrison Ford, Sean Penn, Jude Law e Forest Whitaker. Num desses filmes, Redbelt, uma história passada no mundo do jiu-jítsu, foi dirigida pelo dramaturgo David Mamet, um ícone do meio cinematográfico. Voltou a se reunir com Meirelles em Blindness, adaptação de Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. Aos 24 anos, faladora e "muito família", Alice ainda não prova do efeito colateral desse tipo de estouro: a celebridade. Está num momento em que a indústria já acompanha seu percurso com interesse, mas o público ainda não a reconhece. Ela conversou com VEJA em duas ocasiões nas últimas semanas – de Nova York e numa visita à família, em São Paulo.
Veja – Você tem apenas 24 anos e já montou um currículo internacional sem precedentes para um ator brasileiro. Ele é fruto de planejamento ou de acaso?
Alice – Eu sempre quis trabalhar com cinema, desde pequena, tanto faz se aqui ou lá fora. Cinema e ponto, esse era meu único plano. A partir do momento em que as portas começaram a se abrir, fui tocando de ouvido. Já fiz vários filmes no Brasil, começando por Cidade de Deus e depois Cidade Baixa, A Via Láctea e Só Deus Sabe, que é meio brasileiro e meio mexicano. E dei a sorte de engrenar também uma carreira fora do país. Digo sorte porque eu quero papéis que me desafiem, que me obriguem a crescer. Quanto mais oportunidades, portanto, melhor.
Veja – A fama mudou algo na sua relação com seus amigos?
Alice – É engraçado, mas tudo continua igual. Acho que é porque eu mesma não mudei. Chego ao Brasil e ligo para todos os meus amigos, procuro vê-los e estar perto deles. A verdade é que ainda não provei do que é a celebridade. Outra noite, uma moça me reconheceu no supermercado. Ela acenou para mim, eu acenei para ela, e continuei escolhendo minhas frutas. Isso aconteceu uma vez, em dez dias em São Paulo. O mais comum é as pessoas olharem para mim com aquela cara de que me conhecem mas não sabem de onde. O resultado é que eu também fico em dúvida se conheço a pessoa ou não. Minha irmã me manda parar de sorrir, diz que é claro que não é ninguém que eu tenha visto antes. Mas e se for? Sei lá, posso ter esquecido.
Veja – Você tem medo de se tornar uma celebridade?
Alice – Por enquanto, tenho mais curiosidade. É lógico que essa coisa dos paparazzi dá medo, por causa da invasão de sua privacidade e da de sua família. Mas não vivi nada disso, só sei pelas histórias dos outros. Cheguei aqui, por exemplo, e fiquei impressionada com o tamanho do Waguinho (Wagner) Moura hoje em dia. Acho que ele se assustou. Mas duvido que ele vá mudar ou deixar de ir ao supermercado e ao cinema. Você só passa a escolher melhor os horários em que vai sair por aí. Shopping center na sexta-feira às 6 da tarde, por exemplo, não dá.
Veja – Seus pais se preocupam?
Alice – Não, porque sempre tive o pé no chão, desde a adolescência. Os meus amigos ficavam doidos e eu tomava uma cerveja, pronto. Nunca fui baladeira. Adoro ir a festas na casa dos outros, mas não sou de boate. Se saio para dançar com as minhas amigas, é para dançar com elas, não para ficar aí pela noite.
Veja – Mas nesse meio a balada está lá, à disposição?
Alice – Sem dúvida – como em qualquer lugar do mundo e em qualquer meio. Se você quiser sair de segunda a segunda em São Paulo, não vai faltar aonde ir. Mas sou muito batalhadora para entrar nessa.
Veja – Você se preocupa com a ideia de ser tipificada como uma atriz latina?
Alice – Não mesmo. Uma atriz é uma atriz. Sou tão nova e tenho tanto a aprender que tudo o que vejo quero fazer, porque tudo é novo para mim. De mais a mais, sou latina e sul-americana mesmo. Isso não é uma tipificação, é o que eu sou.
Veja – Você imagina chegar a um ponto em que venha a inverter sua situação – ou seja, em que se mudará para os Estados Unidos e apenas visitará o Brasil?
Alice – Não. Primeiro porque os filmes americanos hoje são feitos em todo lugar, não só nos Estados Unidos. Agora, por exemplo, acabei de filmar Repossession Mambo em locação no Canadá, onde foi rodada também parte de Blindness, de Fernando Meirelles. Logo depois de concluir Eu Sou a Lenda, no ano passado, passei três semanas em Santa Catarina trabalhando num curta-metragem – daí fui para os Estados Unidos fazer Redbelt, com David Mamet. No segundo semestre, volto para fazer Cabeça a Prêmio, em que Marco Ricca vai me dirigir, e que temos de rodar antes que comece a estação das chuvas em Mato Grosso. Moro onde o filme está. Mas o Brasil é a minha casa, e não penso mudar isso.
Veja – Por que não?
Alice – Fico com muita saudade de casa. Sempre que posso, volto correndo.
Veja – Tem algum namorado nessa história?
Alice – Pulo tanto de lá para cá que acho que ninguém quer me namorar. Mas tenho muita vontade de ter uma família. Fui criada muito junto com meu pai, minha mãe e minha irmã, sou ligadíssima neles. Eles são supercorujas, carinhosos, sempre me deram a maior força. Nem vou começar a falar neles porque senão não paro. Minha família é, para mim, a base de tudo: quem eu sou, para onde eu volto.
Veja – Você usa o sobrenome da sua mãe, Braga, mas fala o mínimo possível sobre o fato de ser sobrinha de Sonia Braga. Vocês não são próximas ou é pudor de capitalizar a fama de sua tia?
Alice – Na verdade, passei a usar Braga em vez de Moraes, que é o sobrenome do meu pai, porque em pequena eu ia aos sets de filmagem de comerciais com a minha mãe e, como falo pelos cotovelos e sou muito extrovertida, começaram a me convidar para fazer comerciais também. O pessoal dizia: "Vamos chamar a Lili, a filha da Aninha Braga". E acabei virando Lili Braga. Mais tarde troquei o Lili por Alice porque depois de certa idade apelido não dá, né? Mas sou fã do trabalho da minha tia. Não a menciono muito porque nunca passamos grandes períodos perto uma da outra. Quando eu nasci, ela morava fora. Agora ela voltou e eu é que não paro aqui.
Veja – Quando um ator começa a despontar com força no cinema americano, como é o seu caso agora, habitualmente o agente dele o pressiona a aceitar trabalhos que rendam o máximo de exposição e de cachê, mas que nem sempre são os que o ator gostaria de fazer. Essa é também a sua experiência?
Alice – Desde 2003 sou representada nos Estados Unidos pela Endeavor, uma agência até bem grande. Mas me entendo às mil maravilhas com a minha agente. Ela sempre apoiou a minha decisão de continuar a filmar também no Brasil e jamais me pressionou a mudar de vez para Los Angeles. Também nunca tentou me empurrar projetos. Ela procura não necessariamente coisas em que eu apareça muito, mas sim em que eu apareça bem.
Veja – O cinema americano paga cachês tremendamente maiores que o brasileiro. O dinheiro é uma tentação na hora de escolher um projeto?
Alice – Dinheiro paga as contas, e não se deve fazer pouco da independência e da estabilidade que ele proporciona. Neste momento, por exemplo, estou passando umas semanas no Brasil, com a minha família, sem me angustiar por não estar recebendo neste mês. Mas estou tão no começo! O prazer de fazer uma coisa diferente, pela qual se tenha entusiasmo, é inestimável. Além disso, esse tipo de cachê que pode constituir uma tentação está bem fora da minha categoria. É coisa para gente muito maior do que eu.
Veja – À parte alguns flashbacks, em Eu Sou a Lenda você é a única pessoa que contracena com Will Smith. Como surgiu essa oportunidade?
Alice – Quando eu estava lançando Cidade Baixa no Festival de Sundance, minha agente me avisou do teste para Eu Sou a Lenda. Fiz a audição com a produtora de elenco e voltei para o Brasil. Nem pensei mais no assunto. Nesse meio-tempo, o diretor Francis Lawrence, o roteirista Akiva Goldsman e Smith viram o videotape, gostaram e me convidaram para fazer uma leitura. Não basta que o ator pareça bem no teste; é preciso se certificar de que existe uma química interessante entre ele e o protagonista. Então fiz a leitura com Will Smith e aí... rolou.
Veja – Você é naturalmente mignone, mas está magérrima em Eu Sou a Lenda. Os produtores exigiram que você perdesse peso?
Alice – Fiz oito meses de dieta puxada – eu e Will Smith. Num mundo pós-apocalíptico, certamente esses personagens não estariam indo à pizzaria toda semana. Fiquei um mês sem comer nada de carboidrato, só proteínas e vegetais, sem sal e sem temperos. Depois introduzimos um pouco de fruta na dieta – mas só um pouco. E todos os dias eu corria 8 quilômetros de manhã e, à tarde, malhava. Minha mãe ficou toda preocupada. Mas se sentir faminta e no limite do seu físico ajuda você a entender o que o personagem estaria passando.
Veja – Em Eu Sou a Lenda, seu inglês chama atenção não só pela fluência, mas também pela pronúncia e entonação precisas. Você já falava bem inglês antes de começar sua carreira estrangeira?
Alice – Estudei inglês desde pequenininha. Hoje em dia agradeço a meu pai por sempre ter me obrigado a seguir as aulas, mesmo quando eu ficava com preguiça e inventava desculpas para parar. Mas, até trabalhar fora do Brasil, eu não falava com a fluência e a naturalidade de alguém que tivesse morado fora. Quando começaram a pintar essas oportunidades, voltei então a me dedicar à língua. Para Eu Sou a Lenda, tive um dialect coach, um profissional que ajuda não só a limpar o sotaque, mas, nesse caso, a melhorar a dicção e aprimorar a entonação. Quando uma pessoa fala uma língua estrangeira, ela tende a transferir sua entonação nativa para o segundo idioma – o que não só muda o sentido do que é dito como desvia a atenção do conteúdo para a forma, por assim dizer. A preocupação, então, era que minhas falas soassem claras e também naturais. Para isso, é preciso treinar até que todas essas regras se tornem inconscientes. Senão, na hora de fazer a cena, você só pensa no que está dizendo, e não na atuação, como deveria.
Veja – Em abril estreia nos Estados Unidos Redbelt, que você e Rodrigo Santoro fizeram com o cineasta e dramaturgo David Mamet, um dos nomes mais celebrados do meio. O que você aprendeu com ele?
Alice – Trabalhar com Mamet foi maravilhoso. Sempre admirei não só as peças e os roteiros dele, mas também os livros de cinema que ele escreve, que são ótimos. Ele é um ícone, e me senti tremendamente honrada – além de apavorada. Mas ele me guiou o tempo todo. Apesar da fama de bravo, ele é um homem carinhoso, doce, que pega você pela mão. Esse foi um ano especial porque aprendi coisas diferentes com cada uma das pessoas com que trabalhei. Com Mamet, aprendi a mergulhar nas nuances do texto, a pesar as palavras e entender a maneira como elas devem ser ditas para atingir o efeito que se pretende. O roteiro dele é algo que nunca vi: vem com todas as palavras em que a ênfase deve recair sublinhadas. É quase uma partitura – e ninguém ousa improvisar ou mudar uma letra do que ele determinou.
Veja – Redbelt é uma história passada no mundo do jiu-jítsu. Como algo tão brasileiro foi parar na mão de David Mamet?
Alice – Ele faz jiu-jítsu há seis anos com um professor brasileiro e é louco pelo esporte. Daí esse enredo sobre um clã ligado ao jiu-jítsu. Eu faço a princesinha da família, casada com um lutador, interpretado pelo inglês Chiwetel Ejiofor, que acha que os campeonatos são um desvirtuamento da filosofia da luta. O engraçado é que não tenho nenhuma cena no filme com Santoro, que faz um empresário do meio.
Veja – Que outros trabalhos internacionais você já completou?
Alice – Acabei de filmar Repossession Mambo, uma ficção sobre o comércio de órgãos com Jude Law e Forest Whitaker. Esse deve ser lançado só em 2009. Em Crossing Over, que tem estréia prevista para junho nos Estados Unidos, faço o papel de uma imigrante ilegal detida na fronteira mexicana. O roteiro trata da imigração de um ângulo que tem sido pouco abordado: não só o das pessoas que estão cruzando a fronteira, como é o caso da minha personagem, mas principalmente do ponto de vista de gente que está nos Estados Unidos há vinte anos, construiu lá uma vida, e cai na malha da fiscalização.
Veja – Seu papel em Crossing Over é pequeno, mas os atores com os quais você contracena são do primeiríssimo time.
Alice – Pois é, a maioria das minhas cenas é com Harrison Ford, que faz um agente federal do Departamento de Imigração, e com Sean Penn, que interpreta um patrulheiro de fronteira – aqueles policiais que ficam dentro do carro, no deserto, à espera de observar alguma movimentação suspeita. Ele é o patrulheiro que me apreende.

Veja – Você é daqueles atores que só enxergam defeitos quando se vêem em cena?
Alice – Sempre penso que poderia ter feito isso ou aquilo de um jeito diferente, o que é uma reação absolutamente comum. Mas vejo os trabalhos que fiz um, dois ou três anos atrás quase como se fossem de outra pessoa. Tento não me julgar demais pelo que já ficou para trás. A gente nunca se banha no mesmo rio duas vezes, certo? Ele está sempre passando.

Fonte: VejaOnline