quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Matérias já publicadas sobre Alice: ISTO É GENTE 2005

Nesse marcador (retrospectiva) pretendo reunir as matérias que já foram publicadas sobre a Alice. Aqui trago uma das primeiras, na revista Isto é gente de novembro de 2005 cuja capa foi a atriz Lavínia Vlasak:


Texto: Mariane Morisawa
Fotos: Edu Lopes


No seu segundo longa, Cidade Baixa, Alice Braga faz um dos papéis mais ousados das últimas produções brasileiras e, sobrinha de Sonia Braga, comprova a herança talentosa ao ganhar o prêmio de melhor atriz do Festival do Rio

Ensaio: a beleza recatada da sobrinha de Sonia Braga

Como tantas atrizes de 22 anos, Alice poderia se apoiar apenas no rosto bonito. O caminho óbvio era o início em Malhação. No entanto, arriscou-se, começando num papel pequeno e marcante, o contraponto aos meninos da favela em Cidade de Deus. Até sobrenome que poderia abrir portas, ela tem: Braga, o mesmo de Sonia, sua tia. Só que não se esconde atrás dele. A atriz está estreando seu segundo longa, Cidade Baixa, dirigido por Sérgio Machado. O segundo, apenas (ela já rodou outros dois). Pelo filme, ganha elogios unânimes. Recebeu aplausos no Festival de Cannes que a fizeram chorar. E ficou gaga ao subir no palco para pegar seu prêmio de melhor atriz no Festival do Rio.

“O maior elogio que eu recebo é: como você foi corajosa”, diz Alice, num sábado chuvoso em São Paulo, elétrica apesar das dez noites dormindo uma média de 3 horas, por causa da filmagem de seu quarto longa, Journey to the End of the Night. Coragem é a melhor palavra para descrever sua atitude em relação a Cidade Baixa. Para começar, ela entrou naquilo que se chama de 47 minutos do segundo tempo, quando se contavam três semanas de ensaio. O diretor não encontrava a sua Karinna. Ele consultou a preparadora de elenco Fátima Toledo, que tinha trabalhado brevemente com Alice em Cidade de Deus. “Desconfiava que ela ia se entregar de peito aberto”, diz Fátima. Sérgio Machado percebeu o quanto Alice estava assustada e fez questão de buscá-la no aeroporto. “Disse: confie em mim. E ela confiou. Com 21 anos, entrou nessa parada”, lembra ele. A segunda dificuldade foi trabalhar com dois atores experientes, Wagner Moura e Lázaro Ramos, que, ainda por cima, são grandes amigos. “Eles tiveram paciência com a minha imaturidade, de ser menina, de estar me encontrando”, agradece ela. A terceira complicação é que Alice não vive uma pessoa próxima de sua realidade de classe média alta paulistana: Karinna é uma prostituta por quem o Naldinho de Wagner Moura e o Deco de Lázaro Ramos, amigos de infância, se apaixonam, sendo correspondidos. Num filme sem meias palavras como Cidade Baixa, isso significa uma intensa carga emocional, cenas de nudez e sexo.

“Alice era uma menina, a mulher não estava acontecendo”, diz Fátima Toledo. Afinal, Alice é a Lili. A menina hiperativa que fala muito e rápido, que adora tomar cerveja com os amigos no boteco, que gostava de jogar bola e de brincar de He-Man quando era pequena, cujo sorriso dominava qualquer retrato de família. A garota que freqüenta sets de filmagem desde os 4 anos de idade. A mãe, Ana, é publicitária e levava as duas filhas para o trabalho depois da escola – a outra, Rita, formou-se em cinema na Austrália. Os amigos de Ana notaram que a menina tagarela não tinha muita vergonha e passaram a chamá-la para fazer comerciais. “Era diversão pura, uma desculpa para estar no set”, conta Alice, que nunca teve dúvida de que ia trabalhar com cinema. Um dos amigos era Fernando Meirelles, com quem ela fez dois comerciais e que depois a chamaria para Cidade de Deus. O pai, o jornalista Ninho Moraes, lembra que Alice adorava o ambiente. “Um dia a levei para um teste de manhã. Sete horas depois, ela ainda estava no set, dando palpite, ajudando os outros”, conta ele, que só teve certeza de que ela seria atriz quando viu seu comprometimento em Cidade Baixa.

Entrega não faltou. Numa cena de striptease, Alice teve dificuldade. O problema não eram só o cansaço e a nudez na frente de 30 desconhecidos, mas ter de tirar a roupa seduzindo Wagner e Lázaro. Sérgio Machado parou a filmagem. “Ela ficou mal por isso. Mas trabalhou a noite inteira e, no dia seguinte, além de fazer a cena muito bem, teve sua melhor atuação, quando Naldinho a chama para morar com ele”, lembra o cineasta. “Admirei muito a Alice porque era fácil sucumbir.” A sensualidade foi um ponto que a atriz teve de trabalhar. “Eu não sou muito sexy. Sou carinhosa, as pessoas dizem que isso é sedutor. Mas eu não sou muito cocota”, afirma ela. Também por isso, a garota não teme as comparações com a tia Soninha, que deixou o Brasil quando ela nasceu. “É outra época, outro cinema, outra pessoa. A Sonia tem um fogo dentro dela, que eu não tenho. Sei tirar para um personagem, mas eu, a Lili, não tenho”, diz ela, que está sem namorado e nega os boatos de romance com Jonathan Haagensen, seu amigo desde Cidade de Deus. “Achei até engraçado ter saído no jornal.”

Tudo isso fez com que a moleca se transformasse. “Em dois meses, ela se descobriu mulher, amadureceu quatro, cinco anos”, diz Sérgio Machado. Até a própria concorda. “Saí outra pessoa. Entrar numa barca dessas dá um amadurecimento. Vivendo um personagem que tem tanto problema, você reavalia as coisas: Eu dou valor à vida realmente? Ou só brinco de viver?” Levada pela vida, pela sorte e pelo talento, Alice rodou Só Deus Sabe, co-produção Brasil-México com Diego Luna, e Journey to the End of the Night, filme internacional rodado no Brasil. Por causa do cinema, não foram para a frente as conversas para estrelar produções da Rede Globo, como Belíssima e JK – a atriz fez participação em Carandiru – Outras Histórias. “A hora certa vai chegar”, diz ela. Para Wagner Moura, Alice tem atributos que fazem vislumbrar um belo futuro. “Quando vi, em Cannes, a desenvoltura com que ela circulava, com aquele sorrisão, disse: é uma estrela.” Lázaro Ramos, por sua vez, aconselhou-a a buscar o teatro. “Só digo isso porque é evidente o talento dela”, diz. Já que acomodação não está no dicionário de Alice, além de estudar, ela vai seguir a dica. “Tenho medo do palco. Mas quero enfrentar”, diz ela. Risco, sem dúvida, ela não tem medo de correr.

Fonte: Isto é Gente

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Novo projeto para Alice

O filme "By Way of Helena” adicionou a seu elenco: William Hurt (“A Hospedeira”) e Alice Braga (“Elysium”). O thriller de vingança (seja lá o que isso significa) também é estrelado por Liam Hemsworth e Woody Harrelson. WestEnd Films será o agente de vendas internacionais, e irá apresentar o filme para os compradores em Toronto.As informações são da Variety. O filme, situado no ano de 1880, conta a história do agente federal David (Hemsworth), enviado para a isolada cidade de Mount Hermon para investigar uma série de assassinatos e desaparecimentos da população. Porém, ele precisa enfrentar o padre local (Harrelson), que controla uma cidade inteira tomada pelo medo. De acordo com suas descobertas, David se encontra encarando sozinho as forças da cidade.
A direção do longa é de Kieran Darcy-Smith (“Perigo em Alto Mar”) e o responsável pelo roteiro é Matt Cook. David Hoberman e Todd Lieberman serão produtores da trama. As filmagens estão previstas para começar no dia 15 de setembro deste ano e o filme ainda não tem data para lançamento.
Fonte: Variety
Cinema com Rapadura

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Pôster de Kill Me Three Times

Foi liberado hoje o primeiro pôster de divulgação de Kill Me Three Times - filme australiano que tem Alice como protagonista, um dos irmão Hemsworth e a cover da Kristen Stewart (Teresa Palmer - repara como parece) no elenco.
Kill Me Three Times-animado
Foi liberada ainda a informação que o filme - dirigido por Kriv Stenders será exibido no Festival de Toronto (o TIFF) no mês de setembro.

domingo, 17 de agosto de 2014

Alice dá entrevista em Locarno

Entrevista a uma publicação do festival de Locarno: 
Entrevistador: [Alessandro De Simone, 10 | 8 | 2014]
Traduzida e adaptada;
Foto: Alessio Pizzicannella
Pergunta. Alice, não é a primeira vez que você está no júri de um festival internacional...
Não, mas desta vez eu tenho que decidir os prêmios oficiais de um evento tão prestigiado como Locarno. É ótimo, eu tenho a oportunidade de conhecer tantas idéias diferentes sobre cinema. Eu nunca tinha estado aqui; é um festival belo e extraordinário[...],você vive o cinema a cada minuto. Meu pai, que ensina cinema na universidade, nunca esteve tão orgulhoso de mim.

P. Como você está trabalhando com o resto do júri?
Muito bem. Connie Nielsen é uma mulher e uma atriz incrível, e Thomas Arslan e DIAO Yinan são grandes cineastas; [...] Lidando com personalidade tão fortes e talentosas é um estímulo excepcional e nós esperamos que se reflita também nas nossas escolhas.

P. Por que você é em condição normal, um brasileiro que trabalha nos Estados Unidos com cineastas suecos, Sul-Africano ...
É verdade, em ‘O ritual’ trabalhei com Mikael Hafstrom, emElysium’ com Neal Blomkamp, um Sul-Africano que viveu no Canadá desde os dezoito anos. Eu sempre fui muito curiosa, é a razão de eu fazer filmes muito diferentes uns dos outros, de Eu Sou a Lenda á em El ardor de Pablo Fendrik, dirigido por um argentino onde eu trabalho com um mexicano, Gael Garcia Bernal, que me disse que Locarno é fantástico.

P. Como é o projeto de Cinema 23, a associação que  espera promover a indústria do cinema latino-americano no mundo?
Muito bem, em 08 de agosto, foi anunciado que a data da cerimônia de premiação da primeira edição do Prêmio Fenix, o Oscar do cinema latino-americano, será 30 de outubro na Cidade do México. Os membros doCinema 23’ estão trabalhando na nomeação. É importante promover-nos fora das fronteiras dos idiomas espanhol e português.

Q. Você está feliz que o Festival del Cinema de Locarno escolheu o Brasil para aCarte Blanche’ este ano?
Claro, eu acho que também é uma das razões por que estou aqui. Eu não podia ver algum dos trabalhos que estão sendo realizados, mas dar a oportunidade para os diretores, roteiristas, produtores e atores brasileiros poderem falar com os seus colegas de todo o mundo é algo que precisamos.

P. Olha, eu tenho que perguntar ...
A Copa do Mundo? Ok, a entrevista termina aqui...
Link da entrevista original em Italiano:

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Festival de Locarno

Photocall da Alice como Jurada no Festival de Locarno - Dia 07/08/2014 




Thomas Arslan, Gianfranco Rosi, Diao Yinan, Connie Nielsen e Alice Braga
Fonte: ZIMBIO

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Alice Braga mostra El Ardor em Cannes

terça-feira, 20 de maio de 2014

Bem Vindo ao blog dedicado a atriz internacionalmente conhecida: Alice Braga.
Alice já trabalhou em filmes como Cidade de Deus, Eu sou a Lenda e Elysium.