segunda-feira, 3 de abril de 2017

Entrevista de Alice para a gizBrasil

Já tinha postado a matéria da revista e agora posto a entrevista:


Quando você foi convidada a interpretar Tereza Mendonza em Queen of the South, já tinha certa intimidade com a personagem – havia lido o livro de Arturo Pérez-Reverte oito anos antes. Como esse “preparo acidental” interferiu na sua atuação?

Eu aceitei fazer a série porque gostava muito do livro. Queria interpretar a Tereza Mendonza criada pelo Arturo Pérez-Reverte. O livro está sempre ao meu lado, a cada segundo que ando pelo set. Mesmo os roteiristas mudando a jornada da Tereza do livro para essa adaptação americana, eu tentei honrar a Tereza da obra literária, tentei me apoiar aos detalhes dela, às nuances que o escritor criou.


Nesses tempos bicudos, em que o ser humano precisa rever os caminhos que está trilhando, quem são os autores ou autoras que você recomendaria ler?

Mais do que nunca precisamos voltar a ter um olhar mais leve sobre o outro, sobre o mundo e as coisas. Impossível não pensar em Jorge Amado e Gabriel García Marquez.

Embora o foco de Queen of the South seja a Tereza Mendonza – e não a cocaína, qual é a sua opinião sobre a legalização das drogas?
Sou sim a favor da legalização das drogas e do uso controlado delas. É um problema de saúde pública e não de segurança. Nos países onde há a legalização os índices de violência costumam cair bastante.

À Interview (na verdade ao Wagner Moura, que foi quem te entrevistou), você disse não ser uma atriz internacional, mas sim uma “atriz que trabalha internacionalmente”. E que gostaria de trabalhar com os diretores que admira no Brasil. Quem seriam eles e quais projetos te interessam?
Estou com muita vontade de voltar a fazer projetos mais autorais. Nomes como Felipe Hirsch, Lucrecia Martel, Gabriel Mascaro, Anna Muylaerte, Steve McQueen, Karim Ainouz, Andrea Arnold e Pablo Larraín me interessam muito.

Você tem a sua própria produtora de filmes, a Los Bragas, com sua irmã e cunhado, aqui em São Paulo. Sua tia e mãe são atrizes. Você pensou em ser qualquer coisa que não fosse atriz?
Sempre sonhei em estar no universo do cinema. Por causa dos meus pais, desde pequena frequento sets de filmagem e me foi mágica a ideia de que no cinema não se faz nada sozinho. Trabalhar em equipe é a única forma de realizar um projeto. Isso sempre me foi fascinante. Se não fosse atriz, acho que estaria em alguma função atrás das câmeras.

Como você dosa projetos comerciais (do tipo que fazem dinheiro entrar e a roda girar) com outros projetos mais conceituais (do tipo que alimentam a alma)?
Sempre busquei os projetos que me encantavam através das pessoas envolvidas, seus roteiros e ideias. As portas foram abrindo e eu fui me jogando. Ultimamente isso vem mudando. Ando pensando mais no próximo passo, quais projetos quero de fato fazer e quais diretores me fascinam. Acho que é a idade (risos).

Dizem que a indústria cinematográfica é preconceituosa e regida por padrões estéticos/morais vigentes – que mudam a cada nova vigência. Você sente isso? De que maneira lida com isso no seu dia a dia sem fritar os miolos?
Infelizmente, preconceito está em todos lugares e não é uma exclusividade do meio cinematográfico. Eu mesma me policio para não ser preconceituosa. O preconceito muitas vezes nasce do medo do desconhecido. Procuro ao máximo me informar antes de gerar minhas opiniões e conceitos na vida.

É mais fácil ser mulher ou ser latina na indústria cinematográfica?
É mais desafiador ser uma mulher latina (risos).

Você se considera uma feminista?
Muitas vezes feminismo é visto como radicalismo. Sou a favor da igualdade de direitos. Sou a favor dos direitos humanos.

Sendo uma figura pública, cuja opinião e imagem atingem grandes massas populacionais, você acha importante se posicionar politicamente?
Acho que parte de cada um querer se posicionar. Não é porque a pessoa é notória que ela tem a obrigação de declarar sua opinião. Como você mesmo disse, a opinião de uma pessoa pública atinge grandes massas. Acredito que o mais importante é ter consciência disso.

De um lado, Michel Temer, presidente interino no Brasil, sua pátria. Do outro, Donald Trump, novo presidente dos EUA, país onde se concentram seus principais trabalhos no momento. Ambos forças conservadoras. Como é para você habitar esses dois contextos sócio-políticos tão pessimistas?
Difícil entender como logo após um governo tão transformador como o de Barack Obama, Donald Trump, ser eleito. Mas parafraseando o próprio presidente Obama, a história é composta por ciclos que nos movimentam pra frente e pra trás; movimentos conservadores e movimentos vanguardistas, assim é composta nossa história. Tenho esperança da geração futura, que batalha por um mundo sustentável, que ocupa escolas, que pensa em novas identidades de gênero (vide a última capa da National Geographic sobre o tema). Busco ser otimista apesar de tudo e principalmente acho importante nesses momentos de polarização não incitar ódio e nem raiva.

Existem atualmente em trâmite no Brasil 42 projetos para hidrelétricas ao longo da bacia do rio Tapajós, suportando a vida de etnias, flora e fauna nativas desde tempos inaugurais. Qual a lembrança mais forte de sua visita à etnia Munduruku? O que você aprendeu de transformador na semana em que passou com eles?
A convite do Greenpeace, passei quatro dias com os Munduruku, na aldeia Sawre Maybu, hospedada à beira do rio. Foi minha primeira visita à Amazônia. Lembro-me muito das conversas com os caciques, das histórias contadas e, principalmente, a sabedoria deles sobre o rio e as espécies da região. Pensar nos dias de hoje em construir hidrelétricas que não somente irão destruir a vida desse povo, mas também a natureza é absurdo. Existem outras formas possíveis de energia que não essa. Isso já está mais que comprovado. Realmente, espero que o governo não revogue a decisão sobre o veto à construção no Tapajós.

Você disse (à Interview) que Cidade Baixa, em particular a atuação de Wagner Moura e Lázaro Ramos, mudou sua perspectiva sobre o que é atuar. Como foi isso?
Wagner é um ator completo. Vive e atua com alma, em tudo que faz. A verdade que ele trouxe às cenas e a intensidade em seu olhar me fascinam. Ali vi que o mais lindo nessa profissão é viver, viver o momento, viver a verdade, acreditar e fazer com alma cada segundo. Isso me inspirou e me inspira até hoje.

Você fez psicanálise?
Nunca fiz psicanálise, mas faço terapia. Interesso-me pela psicanálise, talvez algum dia ainda faça… É importante para o autoconhecimento.

Onde você mora exatamente?
Na realidade, moro onde meu trabalho me leva, mas São Paulo é e sempre será minha casa. É pra onde eu volto.

Você gosta de arquitetura e design?
Aprendi a admirar arquitetura e design através do olhar da minha mãe, que é grande apaixonada pelo tema. Ela que me introduziu a Sergio Bernardes, Paulo Mendes da Rocha e Isay Weinfeld e também aos móveis de Sergio Rodrigues. Nas minhas casas coloco o funcional à frente da beleza. Mas adoro quando as duas características se unem, por isso gosto tanto da Lina Bo Bardi e do Sergio Rodrigues. A clássica poltrona Mole, por exemplo, é superconfortável e belíssima.

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Foto: Chritian Gaul
Alice veste calça e top Egrey, sapatos Christian Dior, joias H.Stern
Fonte: GizBrasil

segunda-feira, 27 de março de 2017

Alice através do espelho

                                  "Nenhuma nudez será castigada"
Revista @gizbrasil com Alice na capa! 
Lançada hoje 😁 
#alicebraga #gizbrasil


O dia em que a bela, inteligente, talentosa, internacional e indomável Alice Braga, atualmente a atriz brasileira mais bombada na gringa, posou para ensaio de cadeiras na GIZ

POR:ALLEX COLONTONIO
FOTOS:CHRISTIAN GAUL
MODA:ANA WAINER
BELEZA:GUI CASAGRANDE

Com talento avassalador que cruzou o Atlântico feito um meteoro e carimbou um quase inatingível green card em Hollywood, até se tornar fetiche para toda sorte de publicações, Alice Braga é um dos orgulhos nacionais mais legítimos numa era de crepúsculos ufanistas, em que nosso filme quase tostou lá fora entre escândalos políticos e decapitações democráticas.
Nascida em 15 de abril de 1983, em São Paulo, a “menina da Vila Madalena” deu de cara com a indústria do entretenimento na primeira infância. Cresceu em sets de filmagens com a mãe, a assistente de direção Ana Maria Braga (nada a ver com a loira e seu inseparável Louro José). O pai, o jornalista Nico Moraes, apoiava. E ela correu atrás. Contracenou com Wagner Moura (Cidade Baixa, 2005), Will Smith (Eu Sou a Lenda, 2007), Julianne Moore (Ensaio Sobre a Cegueira, 2008), Harrison Ford (Território Restrito, 2009), Adrien Brody (Predadores, 2010), Jude Law (Repo Men, 2010), Anthony Hopkins (O Ritual, 2011), Gael García Bernal (O Ardor, 2014) – só para citar alguns.


Abocanhou prêmios importantíssimos e teve um número incontável de indicações nesta e em outras terras. É também a segunda brasileira (a primeira é a pouco falada Morena Baccarin, no ar em Gotham) a protagonizar uma série de TV norte-americana: Queen of the South, onde interpreta uma chefe latina do tráfico nos EUA.
Nas paralelas, é uma das três cabeças por trás da Los Bragas, produtora bacanuda que toca ao lado da irmã e do cunhado.
Alice nunca se debruçou à sombra da tia famosa que ajudou a pavimentar a estrada para ela (e para todos que viriam depois de O Beijo da Mulher-Aranha, longa de Hector Babenco que funcionou como coiote para a carreira de Sonia Braga passar facinho pela imigração, em 1985).

Conquistou, sozinha, seu lugar ao sol. E, duas semanas antes do Natal, apertamos o play numa operação de guerra para fotografá-la. A oferta para a nossa capa partiu de sua própria entourage e, mais do que instantaneamente, furamos a fila para eles. Apesar disso, as tratativas foram desgastantes, calcadas por lombadas, loopings, bifurcações, conflitos de interesses entre equipes e cancelamentos que, por muito pouco, não me causaram um AVC.
Tamanha foi a blindagem em torno da atriz, com mandos e desmandos impublicáveis (um dia conto tudo pra vocês lá no portal) que, no dia do shooting, esperava receber uma prima donna intratável. Errei feio. Poucos minutos depois, a Alice que desponta no estúdio reluz feito um raio de sol. Veste blusa azul de alcinhas, uma pantalona fresh e rasteirinhas. Parece pronta para a foto: cabelos soltos, olhões expressivos, sorrisão farto. Linda, cativante, absolutamente easygoing. Cumprimenta um por um com beijinhos e me abraça como se fôssemos velhos amigos. Transita pelo backstage interessadíssima nos móveis (curadoria feita a partir das formas mais voluptuosas da história do desenho industrial, que compunham o moodboard “mobília para vestir”, conceito deste ensaio que se conecta ao tema Nenhuma Nudez Será Castigada). Reconhece algumas peças, quer saber sobre outras. “Essa é do Sergio Rodrigues, né? Amo! Aquela é do Philippe Starck?”.

Christian Gaul, uma das lentes mais incensadas da fotografia nacional, se senta na poltrona Cone Heart Chair e mostra a pose que imaginou para a capa. A entourage acha aquilo muito vulgar, que não tem nada a ver com ela. Todos contestam e o pseudo-veto é voto vencido. Ela comemora ao ver o take no monitor: “Wow! Diz que essa vai ser a capa, por favor?”. É claro que foi.
“Na próxima encarnação, quero voltar pelo menos dez centímetros mais alta”, brinca enquanto a stylist tenta ajustar as barras de alguns vestidos. Alguém diz que não precisa de nem um milímetro a mais. Concordo: tal e qual a Marina Morena da canção do Caymmi, ela é linda com o que Deus lhe deu. Do alto de seus 1,63 metro, tem uma pele imaculada à prova de qualquer Fresnel ou high resolution, e um sorriso que desata qualquer nó. Olha sempre no olho da gente, sem desviar e sem fazer média. Inteligente e articulada, também é leve, zen. Aparenta ter menos de um porcento de gordura no corpo e cada músculo delineado escultoricamente reflete um estilo de vida saudável de alguém que se cuida de dentro pra fora e de fora pra dentro.
Hora de fotografar na poltrona Bowl de Lina Bo Bardi. Alice corre descalça pelo estúdio: “Só aguento o saltão na hora da foto, fiz agachamento ontem e tá tudo dolorido”.

Como na Roma Antiga, àquela altura, a entourage e o crew de GIZ estão se digladiando na arena – ambos em busca da foto perfeita, cada qual com seus argumentos e paranauês. Alice, profissionalíssima, dá o melhor de si e estrela uma sequência espetacular de caras, bocas, dentes e músculos – ainda que em apenas quatro ou cinco das dezenas de móveis espetaculares que pinçamos a dedo para ela, e que a entourage vetou ao classificar como “catálogo de cadeirinhas”, apesar das negociações prévias.
Alice posa para selfies com todo mundo. Se despede e agradece, diz que adorou e nos deixa, pontualmente, às 16h daquela terça-feira quente de dezembro, quatro dias antes da visita de Santa Claus.
Não tive direito à entrevista cara-a-cara pré-acordada (ela responderia dias depois, por e-mail, via entourage) e 288 fotos das 301 clicadas foram sumariamente gongadas pela turma. Mas Alice, por si só, segura a onda e estampa essas páginas com graça, categoria e boas vibrações. O resto são miudezas.


Fonte: GizBrasil

Pequenas novidades sobre QOTS e mais

Vamos começar essa semana e terminar essa segunda com essa imagem linda:
Alice Braga e Wagner Moura em Austin, para falar sobre diversidade em Hollywood, no SXSW. 😊 🎬 👏
#alicebraga #wagnermoura #losbragas #apexbrasil #sxsw
E mais algumas imagens do evento que Alice compareceu semana passada:
Nick Offerman photobomb, Alice Braga & Wagner Moura
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#sxsw #sxsw2017 #sxswfilm #nickofferman #parksandrec #ronswanson #ronswansonapproved #narcos #wagnermoura #brazil #alicebraga #iamlegend #redcarpet #funny #hilarious #instagood #instamood #instadream #instafunny #photographer #photocrew
Wagner, Alice e Nick Offerman
Wagner Moura e Alice Braga hoje no SXSW discutiram sobre a participação de latino-americanos nas produções de Hollywood. 
O SXSW não é só interatividade. Na verdade ele foi iniciado como um festival de música. Hoje congrega tecnologia, interatividade, música e cinema. #wagnermoura #alicebraga #sxsw #movies #filmbadge
Alice Braga! 
No painel do @sxsw 😁🎬 ✌
Foto: Diego Donamaria/Getty images 
#alicebraga #sxsw #losbragas #apexbrasil
Miga, sua louca!
Imagem relacionada

Hoje não tem top05, mas trago breves novidades sobre a segunda temporada de Queen of The South:

Conforme eu já tinha dito, o nome do primeiro episódio dessa segunda temporada será "El cuerpo de cristo" e ele será dirigido por David Boyd. O segundo episódio se chamará "Dios e el abogado". Não sei mais informações sobre os episódios 03 e 04, mas o episódio 2x05 se chamará "El nascimiento de Bolivia", roteirizado por Joe Loya e será dirigido por Nick Copus.
O 2x06 será "El camino de la muerte" que foi escrito por Ryan O'nan e também será dirigido por David Boyd.

Até agora não foram divulgadas datas de estreia, mas a série deve estrear em julho mesmo, para manter o público da primeira temporada.


Alice tem realmente entrado na personagem fugitiva e praticamente não tem aparecido nas imagens divulgadas dos bastidores.

                      #qots #queenofthesouth
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A protagonista sumida que você mais respeita!

 Ah! Hoje não tem top05, que volta na próxima semana. E Octavia Spencer está no Brasil hoje para divulgar "A cabana". Quem vai assistir?
#OctaviaSpencer é uma das minhas #atrizes preferidas 🌟🎭⚘❤. Amo seu trabalho, a #criatividade e a força na formação de cada #personagem. Já tem seu #Oscar, foi indicada de novo esse ano, e merece muitos mais 🎬👏👏👏. Suas interpretações costumam ser dedicadas a projetos nobres, como é o próprio #cinema, como é #ACabana 📽☉. Um filme lindo, muito bem realizado, adaptado de um #bestseller que tocou o planeta. A mensagem da Trindade Santa sem as arestas das religiões, o #amor, o #perdão, a #fé cristalina 🙏💎. Participar de um longa-metragem como esse não inflou o ego de Octavia, e sim aumentou seu desejo de que o mundo, a partir dela, pratique o #amor ao próximo, e seja transformado 🌐💝. #OctaviaSpencer é um exemplo de #artista consciente, de #talento comprovado, de mulher elegante, e de #fé declarada 🔝🌹✨. Em sete anos de #VisãoArte tive a oportunidade de participar de diversas #coletivasdeimprensa e #tapetesvermelhos. Muitos com algumas lendas, outros entre os meus preferidos. Nessa galeria abençoada, a tarde de hoje conquistou espaço marcante. Obrigada, #Pai 🙏! Obrigada, #OctaviaSpencer 🌷! Obrigada pela oportunidade, #ParisFilmes 🎬🎥🔝. {e parabéns pra brasileiríssima #AliceBraga que também está no elenco de #ACabana ⚘} #press #presentedeDeus #ilovemyjob #euamomeutrabalho #DeusnoComando

segunda-feira, 20 de março de 2017

Top 05: personagens reais para Alice interpretar

O Top05 de hoje é mais um da linha "imagina se..." e não tem nenhum critério real além de apresentar possíveis personagens (femininos e latino-americanos) que seria interessante conhecermos melhor a história.
A história de grandes personagens femininas ainda ficam a margem da história de figuras masculinas, por isso é super relevante levantamos discussões sobre a vida de cada uma das cinco personagens que estão nessa lista. Independente de contar com uma adaptação para o cinema, para televisão ou não, vale a pena prestar atenção nessas mulheres.

05. Ingrid Betancourt
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Embora, a história de vida da Ingrid seja super pesada, eu adoraria ver um filme sobre esta mulher, é uma das coisas mais surreais e assustadoras da história recente da América Latina.
Íngrid é uma senadora e ativista colombiana. Ela foi sequestrada pelo grupo guerrilheiro FARC em Fevereiro de 2002 enquanto fazia campanha para eleições presidenciais. Betancourt permaneceu cativa até 2008, quando foi libertada juntamente com outros quatorze reféns.
Filha de um ex-senador e ex-embaixador colombiano, Gabriel Betancourt, com uma ex-miss Colômbia, e Yolanda Pulecio, viveu boa parte de sua juventude na França, onde o pai servia como embaixador da Colômbia. 
Ingrid chegou a ter um filho no cativeiro, e com toda a discussão sobre o acordo do governo da Colômbia com as FARC, seria interessante ver sua história contada. Afinal a Netflix tá aí para isso, hein? Depois do Wagner interpretar o colombiano Escobar, poderíamos ter a Alice interpretando a Ingrid (ou como alguém parte da biografia dela)!

04. Yoani Sánchez
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Outra importante personagem da história recente da América Latina, Yoani é uma blogueira e jornalista cubana que ficou internacionalmente conhecida por suas críticas ao governo de Fidel Castro e de seu irmão e sucessor, Raul Castro, em Cuba.
Seu blog Generación Y, foi lançado em 2007, e proporcionou reconhecimento e premiações a blogueira, assim também como inúmeras críticas e inimizades. A revista Time a incluiu em sua lista de "cem pessoas mais influentes de 2008". 

Yoani é uma figura que desperta muita polêmica: muitos a acusam de ser "contratada" pelo governo norte-americano, ou de ser uma figura da extrema-direita. Outros a consideram um símbolo da luta pela liberdade de expressão. Em todo caso, uma obra sobre a vida de Yoani teria de tudo: de conspirações de agência secreta, a eventos onde ela entrou disfarçada de peruca loira.

03. Cora Coralina
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Cora Coralina, é o pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, poetisa brasileira, nascida em Goiás. Cora nasceu e foi criada às margens do Rio Assunção da antiga Vila Boa (Goiás).
Cora foi doceira de profissão, mas escreveu a vida toda publicando os seus primeiros textos aos 14 anos em jornais. Apesar disso, ela só teve seu primeiro livro lançado em 1965, quando ela já tinha 75 anos. Essa é uma das razões pelas quais a imagem mais divulgada da Cora é a imagem de uma senhora. Essa, aliás, é uma das razões pela qual seria ótimo ver um filme sobre essa poetisa tão ouvida nas escolas, mas com uma história de vida tão pouco conhecida. Cora faleceu em Goiânia, de pneumonia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em sua homenagem. Fisicamente, Alice não é tãaaaao parecida fisicamente com a Cora, mas ela lembra um pouco, hein?

02. Tarsila do Amaral
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Fonte: www.bloguito.com.br
Tarsila do Amaral, nasceu em 1886 e foi uma pintora, e desenhista brasileira e uma das mais importantes figuras do movimento modernista no Brasil. Tarsila foi uma daquelas mulheres, a frente do seu tempo, e que se nascesse nos dias atuais, provavelmente ainda estaria a frente do seu tempo. Sua vida, sua obra, seus relacionamentos dariam uma minissérie, ou um filme maravilhoso, embora ela já tenha sido retratada no cinema, no teatro, e na televisão, ainda falta uma obra mais definitiva para marcar a autora da pintura mais cara de um artista brasileiro: o abaporu. Tarsila faleceu no início de 1973.


01. Aracy Moebius de Carvalho.
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Aracy Moebius de Carvalho foi uma poliglota paranaense, nascida em 1908, filha de pai português e mãe alemã.  Na década de 30, Aracy era funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo, na Alemanha, onde chefiava a seção de passaportes. Correndo diversos riscos e por iniciativa própria, salvou a vida de dezenas de judeus, que graças a ela emigraram para o Brasil, escapando da perseguição nazista.


"Fez isso contrariando circulares secretas do Itamaraty da época de Getúlio Vargas: com uma política migratória restritiva, os consulados na Alemanha eram instruídos a não conceder vistos de entrada para judeus. Aracy chegou a usar clandestinamente o carro do serviço consular para transportar judeus, que escondia em casa; na fuga, ela acompanhava os refugiados até o navio e, fazendo uso de sua imunidade diplomática, levava suas joias e dinheiro na própria bolsa, para evitar que fossem confiscados pela polícia nazista. Já na velhice, ao ser perguntada por que se arriscara ao conceder vistos a judeus, Aracy respondeu: “Porque era justo”." 

Aracy se casou com o João Guimarães Rosa, e ele dedica sua mais famosa obra "Grande Sertões Veredas" a ela: "A Aracy, minha mulher, Ara, pertence este livro"; ela, inclusive deteve os direitos autorais de sua obra até falecer, em 2011. 

Já existe uma obra sobre a Aracy, um documentário chamado “Esse viver ninguém me tira”, dirigido pelo ator Caco Ciocler (com codireção da pesquisadora Alessandra Paiva), e eu estou procurando para assistir (caso alguém saiba onde está disponível), pois estou fascinada com a história dessa mulher. Alice já foi associada a adaptação dessa biografia para a TV Globo, e eu estou na torcida para dar tudo certo.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 15 de março de 2017

Painel "A Conversation with Wagner Moura and Alice Braga" (12.03.17)

O “Brazilian Directors Showcase”, foi um encontro de produtores brasileiros, promovido pela FilmBrazil, e aconteceu no festival SXSW, em Austin, EUA, em março. No dia 12, os artistas Wagner Moura (Narcos) e Alice Braga (A Rainha do Sul) foram protagonistas de um debate sobre a presença latino-americana em Hollywood durante o painel "A Conversation with Wagner Moura and Alice Braga", no qual os atores, discutiram a diversidade em Hollywood, assunto que ganhou grande força e relevância agora, após a eleição de Donald Trump à presidência do país e o crescimento do discurso nacionalista nos EUA e no mundo.

Segundo o site ConvergeCom, o painel foi organizado pela Losbragas, (produtora da Alice), e apoiado pela Apex-Brasil. A produtora participaria ainda de outra sessão, com o tema "New Narrative Formats = New Distribution Models", apresentada por Felipe Braga no dia 14 de março.

Confira as fotos da atriz na chegada ao evento:

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Fotos da Alice dentro do evento:
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Fonte: GettyImages
Assim que eu conseguir mais fotos e vídeos do evento eu faço um post mais completo.

Top05: séries para assistir do canal USA Network

Pessoal, costumo postar o top05 as segundas, mas infelizmente essa semana não pude: meu cachorrinho que tinha 13 anos, passou mal e morreu e eu não tive como escrever nada.  

Não tive como fazer um top 05 mais completo, mas confira 05 séries para assistir da USA Network.

1. QOTS
Acho que para quem acompanha esse blog essa série dispensa apresentações. Estreante em 2016, ela já foi renovada para uma segunda temporada que deve estrear este ano. Há algum tempo foi noticiado que a série iria entrar para o catalógo da Netflix, mas eu sinceramente não sei como anda essa negociação: acho que a Netflix pode estar esperando a segunda temporada estrear para exibir a série. Em todo caso, dá pra assistir a série no Brasil pelo canal SPACE. Super vale a pena!

2. Shooter
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Shooter é baseado no filme "O atirador" de 2007 com Mark Walbergh, que aliás é produtor da série, o filme e a série por sua vez são baseados em um livro que eu não sei o nome. A série é estrelada pelo Ryan Phillippe e conta a história de um atirador de elite que se vê no meio de uma grande armação envolvendo um atentado a um presidente. No Brasil, a Netflix transmite, e a série já foi renovada para sua segunda temporada. Li críticas negativas sobre a série alegando que ela era basicamente sobre violência e armas, mas achei os três primeiros episódios bem interessantes. Está na minha lista de série para maratonar, talvez na páscoa... quem sabe você não dá uma chance a ela também.

3. Mr. Robot
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Ganhadora de muitos prêmios essa série - que se encontra na segunda temporada - está disponível no Brasil pelo serviço de streaming da Amazon, e é transmitida também pelo SPACE. Ela narra a história de um hacker anti-social e sua "equipe" disfuncional que planejam um grande ataque virtual. Gostei muito da primeira temporada, mas não consegui terminar a segunda. A série já está renovada para a terceira temporada e é responsável pela guinada que o canal deu nos últimos tempos.


4. Colony
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A primeira temporada dessa série: um drama na ficção cientifica está disponível na Netflix. Feita pelo mesmo criador de Lost, e com um dos seus atores: Josh Wolloway (o Sawyer, aquele loiro); o seriado mistura conflitos familiares e forças militares. No total, são 10 episódios. A série foi elogiada pelo Stephen King!

5. Suits
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Fonte: UOL Tv e Famosos

Essa série é estrelada por Patrick J. Adams (Cold Case) e Gabriel Macht (Sex and the City) e segue Mike Ross (Patrick), um jovem brilhante, mas desistente do curso superior. Mesmo sem ter concluído a faculdade de Direito, Mike é aprovado no BAR Exam, equivalente ao exame da OAB no Brasil, e é contratado por Harvey Specter (Gabriel), um dos melhores advogados de Manhattan. É o típico seriado sobre leis e afins. Particularmente, eu não acompanho a série, mas é uma das mais antigas séries do canal ainda em exibição. 

sábado, 11 de março de 2017

Octavia Spencer e Alice Braga + Wrapioca


Lá nos States, o filme A Cabana (The Shack) já estreou. O longa, estrelado por Sam Worthington e Octavia Spencer, arrecadou US$ 16.1 milhões em sua estreia, e ficou no terceiro lugar como o filme mais assistido nos EUA. Atrás de Logan e do filme "Get Out". Apesar de algumas pessoas considerarem o desempenho fraco, eu achei bem satisfatório, por ser um filme com uma pegada mais espiritual e não tão comercial. 



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E em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, saiu um vídeo inédito com as atrizes Octavia Spencer e Alice Braga comentando suas participações no longa-metragem “A Cabana” (The Shack), produção baseada no best-seller homônimo do escritor canadense William P. Young, que tem estreia agendada para 6 de abril aqui no Brasil.(...) Alice Braga vive Sofia, ou a “Sabedoria”.

Dirigido por Stuart Hazeldine, roteirista de “Exame”, o filme apresenta a história de Mack Phillips [Sam Worthington], um homem que viveu um drama pessoal com o desaparecimento de sua filha Missy, de seis anos.

Enquanto o ferido Mack Phillips ainda se vê sem motivos para viver, diante da fatalidade que abalou sua família, ele recebe uma misteriosa carta divina, que o convida a voltar para a cabana onde sua filha foi encontrada morta. Nesta missão, Phillips se encontra com Papai [Octavia Spencer], e é surpreendido por revelações e ensinamentos, que irão ajudá-lo a superar esse trauma.

Além de Octavia Spencer, Alice Braga e Sam Worthington, o longa conta ainda com Radha Mitchell e Graham Greene no elenco. Publicado em 2008 no país, ‘A Cabana’ vendeu cerca de quatro milhões e meio de cópias. No mundo todo, foram mais de 25 milhões de cópias.

Ficha técnica
Direção: Stuart Hazeldine
Elenco: Sam Worthington, Oscar Octavia Spencer, Alice Braga, Radha Mitchell, Graham Greene
Classificação: 12 anos


* Fonte: Vistolivre

Posto abaixo os vídeos de entrevista da Alice e a sua cena (ou parte dela) no filme. Confere:

                   



Há alguns dias atrás, a Wrapioca que é uma marca de tapioca que está chegando lá nos EUA lançou um vídeo da Alice falando sobre ser garota propaganda da marca. Veja o vídeo onde ela fala sobre o que a levou a aceitar o projeto e sobre a tapioca ser saudável e morra com o sorriso e o "joinha" dela no final! rsrs