segunda-feira, 27 de junho de 2016

Post Entrevistas


Como todos percebemos Alice esteve fazendo algumas entrevistas para divulgar QOTS. E como muitos já podem ter percebido, eu gosto muito das entrevistas com a Queen B. Então... resolvi fazer um post resumo com alguns links das entrevistas da Alice. Clique para conferir:

Backstage -
Alice fala sobre o desafio do protagonismo para mulheres em Hollywood e no Brasil.

TV Weekly -
Alice fala sobre os desafios de intepretar Teresa

Uol Tv e famosos
Alice dá entrevista direto do set da série em Dallas, Texas

El País (Em Português)
Alice Braga: “As mulheres precisam de mais papéis de protagonista em Hollywood”

People
"Ela nunca vitimiza a si mesma"

NBC NEWS (Link da entrevista em inglês)
Alice fala sobre a diversidade da série.

DEADLINE (Link da entrevista em inglês)
Alice e equipe falam sobre a série

NY POST (Em inglês)
Alice fala sobre as comparações com Narcos, amizade com Wagner Moura e mais


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Primeira review de "The Duel"

A edição online da revista Variety liberou a primeira review oficial de The Duel (antigo By Way Of Helena), e abaixo, você confere traduzido:

Filme Review: O duelo
Por Owen Gleiberman

Woody Harrelson como um sinistro líder de seita encara Liam Hemsworth como um Ranger do Texas em um impasse bem faroeste.

Se você é um ator interpretando alguém que é louco, perturbado e do mal, quase nada vai fazê-lo entrar tanto no personagem como um novo visual surpreendente. Há uma tendência de que o look venha do departamento de Makeup (pense no coringa de Heath Ledger em "O Cavaleiro das Trevas" ou o Al Capone de Robert De Niro em "The Untouchables") ou, talvez o look simplesmente, venha do barbeador elétrico. Em "The Duel", Woody Harrelson interpreta uma espécie de líder de seita sulista letalmente carismático nos anos após a guerra civil, e seu desempenho, que é sobre ser o tipo de pessoa que ninguém consegue desviar a atenção, começa com o look: a cabeça raspada, o que não parece grande coisa, mas combinando com as sobrancelhas raspadas (e rabiscos ocultos em seu lugar), dão a Harrelson a aparência de um psicótico no corredor da morte, ou uma criança mal crescida, ou talvez um alienígena. Ele realmente usou esse look, uma vez - no último ato de "Born Killers natural" (Assassinos por natureza, no Brasil), onde Mickey Knox, preparando-se para uma entrevista mundial da prisão raspa a sua cabeça, como melhor modo de comunicar a sua mensagem: que o assassinato não é errado, uma vez que é algo que os seres humanos fazem tão naturalmente como os lobos selvagens.

Em "The Duel", Harrelson é Abraham, que é conhecido como The Preacher (O pregador ou O pastor), jorra uma espécie muito semelhante de filosofia, que faz você se perguntar se pedaços disso não evoluíram ao longo do tempo no próprio Harrelson (...). O filme começa com uma briga de faca ritualística na lama, e antes mesmo do duelo começar é óbvio que The Preacher vai ganhar, porque seu olhar diz que ele tem a vontade de matar (Ele mal pode esperar para começar). O pastor é um ex-oficial confederado que lutou na Guerra Civil, e que também realizou escalpos¹ (de índios, mexicanos, escravos fugidos – qualquer um que não fosse branco). Agora, ele reside em Helena, uma cidade com o visual simplório e a sensação de uma vila Amish², com muitas regras para todos - exceto para ele. Ele tem um filho assustador (Emory Cohen) que ele domina, e uma prostituta (Felicity Price) que ele trata como um móvel. É o seu pequeno oásis fascista, mas as rachaduras estão começando a aparecer: cadáveres de imigrantes mexicanos, dezenas deles, são descobertos pelas autoridades norte-americanas nos arredores da cidade. Então David Kingston (Liam Hemsworth), um Ranger do Texas que quando menino perdeu seu pai em uma briga de faca (hummm...), é enviado à paisana para investigar.

Hemsworth tem um outro pequeno filme sendo lançado que você deve ter ouvido falar "Independence Day: Resurgence" - mas "The Duel" oferece a primeira chance real que tivemos de ver como ele age sendo um protagonista adulto que mantem um filme, sem truques, além do magnetismo de sua atuação. E Hemsworth consegue: usando uma barba escura espessa, ele preenche a tela com uma fácil confiança jovem que podem lembrá-lo do Brad Pitt de 20 anos atrás. "The Duel" é basicamente um faroeste, com Kingston como o pistoleiro nobre que vagueia, sem medo e de olhos abertos, em um lugar onde ele sabe que está desarmado e em menor número, mas nunca em desvantagem. O Pastor de Harrelson é o vilão proverbial em um chapéu negro - embora, na verdade, ele prefira passear em um terno de cor creme e chapéu combinando, o que faz tudo parecer mais estranho, como um androide em seu melhor terno de domingo.

Kingston trouxe junto sua esposa mexicana, Marisol (Alice Braga), que fica entediada sentada sozinha, esperando por ele. É sua presença sedutora que complica as coisas. Quando o pastor insiste que os dois fiquem por um tempo, mesmo precisando ir tão longe a ponto de nomear Kingston como xerife da cidade, tudo soa como uma ameaça que parece um convite. Para The Preacher, com a sua atitude devoradora, Marisol é carne fresca - não apenas uma outra mulher para devorar, mas o objeto em um jogo de poder entre ele e Kingston, o garoto novo na cidade. Ele tem que demonstrar quem é o lobo alfa. Quando ele faz a Marisol uma visita privada, Harrelson é todo sorrisos e carícias e uma insinuante preocupação, repleto de afetação. Mas ele também sugere que ela está doente com a "febre", e em pouco tempo, ela está. Ela está sob seu feitiço.

A guerra entre civilidade e insultos, predominando a dominância masculina sugere uma variação de "Straw Dogs" (Sob o domínio do medo, em português) de Sam Peckinpah, mas "The Duel", apesar de algumas cenas iniciais promissoras, não tem uma força parecida. É mais como "Straw Dogs", só que como um filme de televisão medíocre, e a tensão se dissipa lentamente. O diretor, o australiano Kieran Darcy-Smith e o roteirista, Matt Cook, utilizam-se de diferentes fontes. Quando finalmente sabemos o que está acontecendo com todos aqueles mexicanos mortos; é uma ideia assustadora, mas está longe de ser original, fundindo "The Most Dangerous Game", com filmes como "Albergue" de Eli Roth, para não mencionar um toque de didatismo liberal anti-racista perfeitamente programado para a campanha de [Donald] Trump. "The Duel" promete uma batalha de inteligência e vontade, e em seguida, se transforma em um violento saco de surpresas. Mas vale se você quiser ver Woody Harrelson em outro filme digno de sua maliciosa bravura nietzschiana careca.

¹ escalpo – retirada do couro cabeludo do crânio. 

² amish – grupo religioso conhecidos por costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis.

Fonte: VARIETY

Entrevista de Alice e matéria sobre QOTS no The Guardian



Alice Braga durona como a anti-heroína das drogas em Queen of the South.
Por Jeff Pfeiffer


"Você não vai gostar de mim", Teresa Mendoza adverte aos telespectadores logo no início da série Queen of the South (que estreia na quinta-feira), a adaptação da popular telenovela em língua espanhola La Reina del Sur (baseada no romance best-seller por Arturo Pérez-Reverte, que é também de onde a série se baseia). Mas, quando Teresa começa a nos levar de volta e contar a história de como ela subiu de circunstâncias pobres no México para se tornar uma poderosa senhora das drogas na América, nós realmente gostamos dela, até certo ponto, da mesma forma que muitos espectadores começaram a torcer por Walter White em Breaking Bad.

É o apelo de que o arquétipo do anti-herói entrou em voga na TV nos últimos anos, mas é normalmente visto através da lente de um personagem masculino. Em Teresa, temos uma das raras anti heroínas do sexo feminino na televisão, bem como a complexidade de um personagem tão atraente para a atriz brasileira Alice Braga, que a interpreta.

"É um personagem muito interessante," Braga nos disse. "Ela é alguém muito controversa no sentido de que ela se torna uma traficante de drogas, especialmente uma vez que nós não vemos muitas mulheres nessa posição. ... Eu amo que ela não se vitimiza. Há algo que eu sempre pensei quando eu estava a interpretando, que é que os heróis não são vítimas. Ela não se vitimiza ou sente pena de si mesma, e acho que é por isso que ela se torna o que ela se tornou".

Além de ver o que Teresa torna-se no início da série, nós - e Teresa - também temos vislumbres de seu próprio futuro de "rainha" por meio de uma técnica interessante que a série usa. A jovem Teresa, ainda na corrida e lutando, vê em sua mente, particularmente durante momentos muito estressantes, sua persona mais madura, que está avisando a ela sobre o sucesso que a espera. Isso exigiu que Braga interpretasse fases diferentes da personagem em um mesmo ponto da história.

"Eu tentei entender como eu [iria] de uma para a outra", explicou Braga "e [Eu estava] interpretando com uma linguagem corporal diferente porque é uma caracterização completamente diferente, uma postura completamente diferente e uma pessoa completamente diferente. Porque uma ainda é um pouco ingênua, mais frágil e apenas uma mulher jovem tentando sobreviver, e a outra é uma mulher forte e poderosa. Eu ainda estou aprendendo a desvendar as duas, mas é um bom desafio. "

Traduzido e adaptado de: TV Weekly

Confira ainda a tradução de uma matéria super legal do jornal britânico The Guardian que fala sobre os prós e contras da série:

Rainha do Sul: a história viciante de uma baronesa da droga estilo Narcos

Vagamente baseado em uma história verdadeira, esse show emocionante coloca uma rotação diferente sobre o drama do narcotráfico - e o personagem principal é uma MacGyver Latina, mas com um cabelo melhor.

Qual é o nome desse show? Queen of the South

Quando ele deve estrear? Quinta-feira 23 de junho, às 10h

Sobre o que é este programa ? Teresa Mendoza (Alice Braga) começa como uma pobre cambista humilde no estado mexicano de Sinaloa, mas sobe para gerir seu próprio cartel de drogas.

Então, é como Narcos feminino? Sim, um pouco, mas isso é um pouco redutor. Esta série é baseada em uma novela popular, La Reina del Sur, que foi ao ar na Telemundo, que em si é uma adaptação de um romance espanhol com o mesmo nome de Arturo Pérez-Reverte. O livro é baseado na vida da traficante Marllory Chacón. Então, sim, como o excelente Narcos da Netflix, sobre a vida de Pablo Escobar, é um drama narco vagamente baseado em eventos reais, mas o espírito do empreendimento é diferente.

O que acontece no primeiro episódio? Vimos pela primeira vez o grande sucesso de Teresa quando ela é morta a tiros em sua mansão. A ação volta para seus primeiros anos, quando ela encontra pela primeira vez um traficante de drogas e se apaixona, elevando seu status social consideravelmente. Quando o namorado rouba um líder de cartel, Don Epifanio (Joaquim de Almeida), ele acaba morto e os homens de Don Epifanio estão atrás de Teresa para amarrar todas as pontas soltas. Ela pega o dinheiro, a cocaína, a arma e o misterioso caderno que ele lhe deu e sai para tentar salvar a própria vida.

Existe um monte de ação? Eventualmente. Em primeiro lugar, há um monte de exposição sobre quem Teresa é e seu lugar no cartel, o que é ainda mais notório por uma narração, que é, por coincidência, também o pior aspecto de Narcos. No entanto, uma vez que a perseguição começa é uma perda depois da outra. Teresa corre, se esconde, explode alguns carros, dispara em alguns caras e faz qualquer coisa para escapar. O que faz ela fascinante não é observar o movimento cinético (que é bem filmado em tons arenosos), mas vê-la tentar se safar de situações difíceis usando seus recursos limitados. Ela é como uma MacGyver Latina, mas com o cabelo muito melhor.

É bom? É muito bom, na verdade, mas os telespectadores terão de lhe dar um pouco de tempo. No começo o show parecia desajeitado e bobo, com Teresa se intrometendo no negócio de Don Epifanio e bisbilhotando a luta entre ele e sua esposa, a  cruel Camila (Veronica Falcon). Então, ela está deitada em uma banheira assistindo Scarface na televisão, e é apenas um pouco óbvio. Parece que ela está tentando ser esperta e elegante e está falhando miseravelmente.

A próxima coisa que você percebe, é que você vai ser sugado para a história de Teresa, não só porque ela está literalmente correndo para salvar sua vida, mas também porque não tem havido um personagem semelhante a ela na televisão antes. É fácil dizer que ela é um Walter White mulher, mas suas motivações são completamente diferentes. Cada anti-herói masculino na televisão (e tem havido mais do que Donald Trump tem concordatas) é compelido por razões principalmente egoístas, especialmente White, que diz que ele está cozinhando metanfetamina para ajudar a sua família, mas ele está realmente fazendo isso para alimentar seu próprio ego.

Teresa, por outro lado, é forçada a esta situação onde ela tem que ser mortal e conivente como uma questão de sobrevivência. Ela é vítima de um sistema onde ela só vai prosperar, alinhando-se com um homem, mas onde essa aliança também leva à sua destruição. Quem pode culpá-la por revidar? Torcemos para ela como um ato de desafio contra o sistema que a criou. Teresa é a agressora, mas ela também é vítima e é uma dinâmica fascinante para assistir

Somente o primeiro episódio foi disponibilizado para os críticos, por isso é difícil julgar como Queen Of The South vai soar como uma série de forma geral, mas o piloto é um dos melhores que já vi em muito tempo.

O canal USA normalmente não faz apenas séries bobas? Sim, no passado ele era conhecido por programas como "Burn Notice", "Psych" e "Royal Pains", mas com a estreia do acerto crítico de "Mr. Robot" no último verão, está oferecendo um material mais dark e ambicioso. Queen Of The South não é um "home run" óbvio, como Mr Robot (especialmente julgando apenas um episódio), mas mostra que a equipe de desenvolvimento da USA está levando a sério sua nova direção e fazendo um ótimo trabalho selecionando projetos.

O que há de errado com o show? O maior problema é o uso do espanhol. Os personagens quase sempre falam inglês, o que é não realista, mas, vamos ser francos, o público americano é demasiado preguiçoso para assistir algo com legendas. No entanto, ocasionalmente os personagens soltam espanhol em palavras, frases ou frases completas. Não há nenhuma razão para eles usarem a sua língua materna e ter a mistura de duas línguas não faz parecer mais autêntico - apenas alerta o espectador para o fato de que eles deveriam estar falando em espanhol o tempo todo.

Há mais alguma coisa que é grande sobre o show? Em vários momentos eu notei o quão maravilhosa a trilha eletrônica é pulsante e então notei nos créditos finais de que é por conta do pioneiro musical Giorgio Moroder. Isso é apenas a cereja no topo do bolo.

Devo assistir a este show? Sim, você deve. É ambicioso, diferente e cativante, mesmo que apenas  a primeira hora. Como o resto da temporada vai moldar-se é uma incógnita, mas se potencial fosse cocaína, este show teria montes dele empilhado na mesa de café.

Fonte: The Guardian

Confira as principais reviews traduzidas de QOTS em sua estreia


Queen of the South teve sua estreia nos EUA e a recepção do público e da critica foi de média a boa. Reuni em um post as principais reviews da série. Algumas delas contem spoilers, ok? Cortei uma parte, mas algumas coisas simplesmente aparecem. Estou enfatizando as partes das críticas que citam mais diretamente a Alice, em especial, e nisso a série foi unânime: não li uma crítica que tenha duvidado da capacidade da Alice de protagonizar a série. Resumo: nossa Queen B arrasou!

NY TIMES -

Review: 'Queen of the South' escorre violência e excesso
Por Mike Hale

A ala em inglês da televisão norte-americana tem um pequeno, mas constante apetite por adaptações de telenovelas. "Ugly Betty", "Devious Maids" e "Jane: The Virgin", baseadas em versões originais da Colômbia, México e da Venezuela, duraram várias temporadas nos Estados Unidos.
Estes shows, apesar da abundância de torções melodramáticas são, essencialmente, cômicas. Esse pode ser o segredo do seu sucesso – os plots seguidos e as emoções acima da média dos originais, traduzem-se facilmente para o estilo auto referencial de comédia que domina a TV americana.
Mas a maioria das telenovelas não é só risos, e adaptar uma novela mais séria de língua espanhola é um desafio diferente - não é um análogo tão claro ao drama da TV americana, que se tornou um lugar bastante sério.
Você pode ver a tensão constante rolando no primeiro episódio (o único disponibilizado aos críticos com antecedência) de "Queen of the South", a nova série do USA adaptada da novela de grande sucesso "La Reina del Sur." As pilhas de cocaína, as explosões, as perseguições de carros, os tiros nas cabeças, tudo diz "drama sombrio". Mas, então, o que devemos fazer com a cena em que a heroína de tráfico de drogas é ministrada por seu próprio futuro elegantemente vestida - ao ser estuprada por um bandido do cartel? "Um momento como este, define o seu futuro", a sua aparição de salto alto stiletto diz a ela. Esse tipo de coisa não acontece em "Narcos".

O piloto de "Queen Of The South", cuja primeira temporada de 13 episódios começa na quinta-feira, fraqueja entre ação violenta direta e excesso melodramático, e não faz um trabalho muito interessante ou emocionante com qualquer um. O showrunner, Scott Rosenbaum, tem uma base que parece apropriada - ele trabalhou como produtor, tanto nos lados, angustiante ("The Shield") e cômico ("Chuck") do gênero crime/drama - por isso, talvez o show vai encontrar o seu espaço conforme avance.
Entretanto, ele precisa simplesmente ficar melhor. A história de Teresa Mendoza (Alice Braga), uma negociante de baixo nível que, através de coragem, tragédia e coincidência selvagem, sobe para gerir "o maior império de drogas no Hemisfério Ocidental" - suas palavras - é contada e filmada em uma forma tênue e rotineira.

(...)

Srta. Braga, a atriz brasileira (e sobrinha de Sonia Braga), que estrelou ao lado de Will Smith em "I Am Legend", é perfeitamente adequada como Teresa, uma personagem até agora distinguida por pouco além de sua indestrutibilidade. Justina Machado de "Six Feet Under" interpreta a melhor amiga inconstante, e a atriz mexicana Verónica Falcón é a esposa do líder do cartel que leva Teresa sob sua asa. É incomum e refrescante três personagens principais de um drama de crime serem mulheres, apesar de que "Queen of the South" pode ser um caso de atrizes que precisam ter cuidado com o que deseja.

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VARIETY
Por: Sonia Saraiya

Exposição e explosões dominam o piloto do drama de ação do canal USA "Queen of the South", estrelado por Alice Braga (sobrinha de Sônia) como uma traficante feminina em um mundo machista e violento. A mistura de enredo e pirotecnia não é incomum; afinal, o show tem apenas uma hora para impulsionar sua heroína em sua narrativa, e está determinado a fazer isso a todo custo. Além disso, a rede disponibilizou apenas o piloto para os críticos, o que nunca é uma maneira inteiramente justa de julgar um novo show. Aqui, é tempo suficiente para Braga ("Eu Sou a Lenda", "Cidade de Deus"), como Teresa Mendoza, se transformar de uma jovem ninguém abandonada como um cabelo rafaelita em uma "narca": primeiro por associação com o amante das drogas (Jon Ecker), e depois por puro impulso depois de sua morte. 

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O piloto conta o final primeiro. No auge de seu poder, a Teresa bem-sucedida e glamourosa, tão bonita como uma lâmina de faca, é assassinada pela janela de sua suntuosa casa. Como seu corpo lentamente sangra cercado por cocaína, ela começa a contar sua história, em narração, de como ela veio a ser uma narcotraficante, começando com seu romance fatal com Guero (Ecker), um texano que quer amá-la. A química entre Ecker e Braga nunca se aproxima ao que Teresa descreve: um sentimento "como heroína." Mas isso é bom - Para o show, pelo menos - porque Guero não dura muito neste mundo. (Dica: Quando a protagonista diz em voz off que "Era bom demais para durar" realmente era.) 

A metamorfose lenta de Teresa de menina pobre de rua à poderosa chefe do tráfico é sangrenta e dolorosa. Ao mesmo tempo, é isso que faz o show grudento; grande parte do apelo de "Queen of the South" é a emoção romântica de ver o mundo de armas de fogo e sangue dirigida por uma fashionista impecavelmente vestida com stilettos de ouro, óculos de sol glamoroso, e um blazer branco, colocados juntos tão cuidadosamente no que podia ser uma Barbie traficante. Esta transferência de poder é sinalizada em uma cena de estupro depois da morte de Guero, quando a jovem Teresa é atacada por dois homens com quem ela já teve um desentendimento. A forma como ela consegue sobreviver não é apenas surpreendentemente satisfatória, como beira o brilhantismo. 

Ainda assim, o piloto não é exatamente profundo. "Queen of the South" está mais interessado em ser tórrido e ostensivo do que em oferecer a ginástica narrativa de um "Mr. Robot "ou a verossimilhança tirada das manchetes de "Narcos". Em vez disso, ganhar no jogo de narcóticos parece ser suficiente tanto para o show quanto para sua heroína. Mas Braga é fascinante como Teresa - crível e empática de uma forma que o resto do elenco não é ainda. O piloto evita a complexidade de algumas cenas extremamente chatas que parecem ser incluídas para criar tramas futuras - há alguma tagarelice sobre uma corrida governamental, usada como moeda de troca entre um casal do narcotráfico, interpretados por Veronica Falcón e Joaquim de Almeida. Embora os dois atores irradiam presença, é difícil justificar o seu apelo quando o espectador está apenas esperando Braga reaparecer. 

O show se desvia significativamente do seu material de origem - empréstimos na maior parte para a mise-en-scene do personagem de Teresa, e para seus próprios fins. Na novela, por exemplo, Teresa foge para a Espanha após a morte de seu amante das drogas. No piloto, ela acaba em um local decididamente menos romântico: Dallas. Apesar de que seria fascinante ver a Teresa de Braga navegar em uma prisão espanhola, a decisão do show de ir ao Texas indica uma vontade de se envolver com algumas questões políticas mais espinhosas em torno da fronteira mexicana-americana. Esperemos que ninguém vá sugerir a construção de um muro.


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EW:
Por: Ariana Bacle
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Esse show não será o Mr. Robot deste verão, seu irmão de rede do canal USA e hit revelação do ano passado. Não há nada que o diferencia de, bem, da maioria dos shows, e qualquer tentativa de romper com a estrutura do drama típico parece forçado e desnecessário. Visões casuais de Teresa do seu futuro parecem servir de distração nas cenas tensas em que aparecem, e a narração melodramática tem um efeito similar. Mas é divertido ver Braga conduzindo Teresa, um personagem lutando para permanecer vivo em um mundo conduzido por armadilhas, e o primeiro episódio está cheio de emoções legítimas que adequadamente transmitem o quão caótico – e mortal – é juntar-se a um cartel.

O que eles escolherem  fazer com o personagem de Braga, no entanto, é o que irá determinar se Queen of the south se tornará a rainha dos dramas de drogas. Por enquanto, a série age como se fazer de seu chefão uma mulher seja inovador o suficiente para compensar o seu uso pesado de cansativas reviravoltas. Não é. Assistir Teresa escapar várias vezes da morte é emocionante, mas não é um substituto para a profundidade da personagem, e definitivamente não é uma desculpa para ser preguiçoso quando se trata de outros elementos da série. O que "The Queen" precisa decidir é se ela quer contar a história da origem complicada de uma traficante, indo para o lado ruim, ou se a série é um thriller raso, mas divertido. Agora, o show está tentando ser ambos, e, como o primeiro episódio mostrou, andar em cima da linha pode ser um bilhete só de ida para a ruína - basta perguntar ao Güero. 

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Vanity Fair:
A Insana, inacreditável, e totalmente verdadeira história por trás do drama de drogas Queen of the South no USA.
Por: Laura Bradley

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E por sua vez, a brasileira protagonista da série Alice Braga foi mais do que feliz em colocar no trabalho de sua personagem, e na história como um todo, um anel de verdade. Isso pode ser porque o autor do livro amou essa adaptação, de acordo com Friendly (David Friendly, Produtor executivo da série). Durante todo o piloto, Braga é magnética e confiante - uma líder convincente na narco esfera. Esse entusiasmo e energia está presente tanto dentro como fora do set; a atriz estava em constante comunicação com os diretores e roteiristas para garantir que tudo sobre sua personagem, de seus comportamentos a seu sotaque, soasse verdadeiro. "Ela literalmente carregava uma cópia rasgada do livro com ela todos os dias da filmagem", disse Friendly. "Estamos falando de meses aqui. E ela tem as passagens sublinhadas".

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Los Angeles Times

Review 'Queen of the South' prova que o crime pode ser um empregador com oportunidades iguais

Por: Mary McNamara

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A estreia é um passeio selvagem de explosões, escapes loucos e mudanças de cenário. Uma breve e inicial cena em que um narcotraficante estabelecido (o sempre excelente Joaquim de Almeida) descobre que sua esposa (Veronica Falcon) não está disposta a seguir seus planos e executar um prefeito anuncia temas maiores, mas para a maior parte, o sucesso da série se baseia quase inteiramente na revelação de seu personagem principal.
Felizmente, Braga parece ser tudo o que o canal USA poderia ter esperado, e muito mais.
Esta não é apenas uma rainha ficcional dos “narcos”; Teresa Mendoza é a líder mais nova e altamente classificada de um grupo muito mais poderoso e subversivo: A anti-heroína do sexo feminino.

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*Clique nos links para conferir as matérias originais em inglês.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"I've been rich and I've been poor... Rich is better."

Como diria Ludmila: É HOJE!
QOTS está entrando no ar lá nos STATES. Boa sorte para a série!


UP: Aparentemente está rolando um live com a Queen no twitter!


Nas últimas semanas foram espalhados anúncios da série por todo os EUA:



quinta-feira, 16 de junho de 2016

QOTS inaugura franquia nova no SPACE e ganha dia da reprise semanal


A RAINHA DO SUL terá 13 episódios e produção executiva de David T. Friendly (Pequena Miss Sunshine), juntamente com M. A. Fortin e Joshua John Miller (Terror nos Bastidores). Scott Rosenbaum, veterano produtor televisivo responsável por The Shield – Acima da Lei e Chuck, é o showrunner da série. A série estreia no canal SPACE em dia 7 de julho, às 22h30.

Além disso, em julho, a série também inaugura a nova franquia “Space em Série”. Todas as quintas à noite, o canal exibirá três produções exclusivas em horário nobre, na sequência, e na primeira quinta-feira de julho, a programação será:

22h30 – A Rainha do Sul23h20 – Zoo – Episódio 10h10 – Zoo – Episódio 2 *

Com reapresentação aos domingos às 21h e às segundas na faixa da meia-noite*

A RAINHA DO SUL – dia 7 de julho (quinta), às 22h30**

*Programação sujeita a alterações
**Horário de Brasília. Programação sujeita a alterações sem aviso prévio.

Entrevista para a Backstage

Queen B em nova capa e com entrevista nova, tradução exclusiva aqui no Alice Braga Fã. Falta uma semana exata para a estreia da série!

Antes que houvesse Pablo Escobar e "Narcos", havia Teresa Mendoza e "La Reina del Sur"; agora há a sua adaptação em língua inglesa, do USA: "Queen of the South". Embora Teresa seja uma personagem fictícia, há paralelos suficientes com a líder do notório cartel de drogas mexicano, a "Rainha do Pacífico" Sandra Ávila Beltrán que serviu como um ponto de referência para a estrela revelação da série: Alice Braga.

"Claro que você precisa olhar para essa louca, assustadora, aterrorizante mulher, ainda que Teresa não seja assim", Braga diz de sua outra inspiração da vida real, Griselda Blanco, a "madrinha da cocaína" dos anos 70 e 80, que supostamente cometeu mais de 200 assassinatos antes de ser morta a tiros em Medellín, Colômbia, em 2012 (no mesmo ano, Business Insider* valorizou seu império em US $ 2 bilhões).
Teresa vai fazer lucros semelhantes depois de seu início cometendo pequenos delitos nas ruas do México, onde ela conhece e se apaixona por Güero (Jon Ecker) membro do cartel, e logo vai viver a vida abundante de namorada de um traficante de drogas. Convivendo com o mais alto escalão de narcotraficantes do México, ela leva a culpa depois que o plano de Güero em  lucrar com ambos os lados da lei é descoberto.
Onde alguns encaram a morte e olham para Deus, Teresa não vê nada além de seu próprio futuro, ostentando um penteado elegante, óculos de sol de tamanho grande, e um terno branco imaculado. Esta Teresa é um contraste gritante com a mulher suja de camiseta temendo por sua vida. É uma visão sedutora do que está por vir, tanto para Teresa como para Braga, em seu primeiro grande papel na televisão.

O romance best-seller internacional do autor espanhol Arturo Pérez-Reverte em que a série é baseada foi à primeira introdução de Teresa para Braga e permaneceu sua fonte principal ao longo das filmagens; a atriz diz que ela devorou ​​o livro mais de sete anos atrás e se apaixonou pela personagem imediatamente. "Eu me baseei muito no livro, mesmo que mudem [ele] completamente [no roteiro]", diz ela. "Eu queria interpretar esse personagem, porque é isso que me levou a fazer a série."
A história da rápida ascensão de uma mulher, em um comércio onde as mulheres são frequentemente escaladas como mulas de drogas ou objetos sexuais, foi originalmente planejada como um roteiro de filme para Eva Mendes, mas a passagem do tempo o transformou em uma série, no momento em que Braga viu o script. O romance e Teresa deu a nativa de São Paulo todo o combustível que precisava para moldar a integridade da personagem uma vez que ela estava a bordo.

"Eu tenho tentado criar com [os roteiristas] e, entender que jornada  eles querem fazer, para criar este caminho do ponto A ao ponto B, e como ela recebe essa força e essa confiança para se tornar uma tão ruim (bad bitch)" diz Braga. "Foi lindo, porque [os escritores da série] tinham perspectivas. Eles sabem que eu me inscrevi por causa do personagem, então eu sempre lutei por ela... Eu queria manter sua espinha; Eu precisava mantê-la e quem ela é. Eu sempre digo que eu sou a advogada do personagem, então se eu não fizer isso, ninguém vai fazê-lo. Eu diria para [os escritores], "Ela nunca faria isso, porque ela não é uma vítima. Se ela fosse, ela nunca teria sobrevivido. Se ela fosse uma vítima, ela teria morrido no México e não ido para os EUA".

Braga não é de interpretar mulheres fracas. Depois de obter a sua primeira aparição em um grande filme em 2002 no brasileiro "Cidade de Deus", ela rumou ao mainstream dos EUA em 2007, quando estrelou como a sobrevivente de epidemia companheira de Will Smith em "I Am Legend". Ela continuou a pegar papéis em filmes de ação, incluindo os "Predadores" que Robert Rodriguez produziu, no qual ela interpreta uma assassina, "Redbelt", de David Mamet estrelando ao lado de Chiwetel Ejiofor como sua esposa que não aceita desaforo, e o filme sci-fi "Elysium" como a mulher da favela que contra as probabilidades torna-se uma enfermeira.

"Eu nunca pensei em mim como sendo esta poderosa sobrevivente, e ainda assim eu fiz um monte de filmes desse tipo. No outro dia, um diretor de elenco disse a um diretor quando eu estava na sala, "Ela é uma mulher muito forte, e eu fiquei tipo, ‘Sério? Obrigado, eu não me sinto assim’", admite Braga.
Porque ela nunca tinha feito série de televisão antes, a atriz diz que o compromisso de longa data, recebendo seus roteiros um dia antes de filmar, e desenvolvendo os detalhes que apontam a evolução desta personagem de menina de rua para queenpin, levou um tempo para se acostumar. Compreender seu relacionamento contínuo com Teresa extrapolou seu próprio trabalho com o material de origem e o script, assim como conversas com amigos atores, incluindo Gael García Bernal, e seu treinador, com quem ela iria trabalhar de três a cinco horas por dia.
Ele diz o tempo todo: "Os personagens são o que os personagens são - não se esqueça disso, continue a pensar assim, porque cada detalhe é importante, porque diz muito sobre os seres humanos" ela explica. "Qualquer atitude que você toma em sua vida, mostra quem você é."
Para dar mais humanidade para Teresa, Braga tomou uma dica de Anthony Hopkins, com quem ela atuou em "The Rite", e fez muitas anotações em sua história de fundo do livro: a maneira que Teresa se vestia, suas relações com personagens de apoio, e em seguida, traduziu toda essa informação para o script. A atriz também fez questão de viver na pele de Teresa o mais profundamente possível, ao fazer suas próprias cenas de ação.
Braga ri, ao recordar de ter machucado seu pé durante a execução de uma cena ("Quando eu uso salto alto, meu tornozelo ainda reclama"), e ri novamente quando ela se lembra do momento infeliz durante uma cena, que a levou a ser atingida na boca com uma arma. "Eu sou o tipo de atriz maluca que é muito, 'Vamos fazer isso! Vamos fazer isso! '[Mas às vezes os executivos] eram como, 'Não faça isso’. Por isso, foi engraçado."

A Filosofia “faça você mesmo” de Braga estende-se além de sua atuação. Losbragas, a empresa de produção que ela gerencia com a irmã Rita Moraes e com o roteirista/diretor, Felipe Braga (nenhum parentesco), coloca a atriz em posição de dizer "Faça" sempre que ela está inclinada a isso. Também planta-a firmemente em sua terra natal, onde ela diz que a infra-estrutura de educação para atores e artistas é mínima em comparação com os EUA, assim como são os papéis substanciais para as mulheres que passam no teste de Bechdel**.
"Eu estou tentando desenvolver algumas coisas para personagens principais do sexo feminino, especialmente no Brasil, porque não é que nós não temos, mas ultimamente os filmes que temos com personagens femininas a frente, são ou com mulheres divorciadas de 40 anos que estão odiando seus maridos, ou estão à procura de um marido. Tudo está relacionado [ao homem]", diz ela. "Eu amo atuar, mas é interessante se envolver nos bastidores... [Porque] a minha mãe desistiu de ser atriz e tornou-se assistente de direção, eu cresci indo para sets desde que eu tinha, 04 anos de idade. Para mim, o sonho era estar em um set de filmagem, onde quer que esse set fosse. "
Na frente ou atrás da câmera, Braga reina suprema.


*Business Insider - site de notícias.
** O teste de Bechdel é um questionário que analisa se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Algumas vezes se adiciona a condição de que as duas mulheres tenham nomes. Muitas obras contemporâneas falham no teste, que é um indicativo de preconceito de gênero. 

Tradução de: Backstage